segunda-feira, 28 de março de 2016

Dice, quero o Bad Company 3 já !

Quase todos os dias antes de dormir eu geralmente jogo uma ou outra partida de Battlefield 4, porém algo falta, é difícil dizer o que é, algo que não consigo achar nem em seu antecessor. Battlefield 3, e com certeza não tem no hardline (o coisa ruim) mas tinha em um game lançado a muito tempo atrás chamado simplesmente de Bad Company 2.

Não sei até hoje qual macumba a Dice fez nesse jogo, mas devo dizer que foi uma das melhores experiencias que um jogo da serie pode trazer, então vamos do inicio, em primeiro lugar temos a campanha, não é o melhor modo single do mundo, mas provavelmente tem os personagens mais legais em um jogo de guerra, até porque aqui todos são meio "retardados", simplesmente a escoria do exercito, mostrando clara inspiração a serie/filme Esquadrão Classe A.

Não é só isso que a campanha traz, os mapas são bastantes abertos, lhe dando inúmeras possibilidades para completá-las, além de serem bem diferenciados entre si (Florestas, dentro de um avião, desertos ou montanhas no meio do Alasca aonde se deve procurar abrigo), sem contar a melhor parte, CENÁRIOS QUASE 100% DESTRUTIVEIS, enfim, diversão pura, bem diferente dos personagens e historias chatas dos BFs posteriores.

Para completar o pacote temos o grande chamariz da serie, o modo multijogador, que aqui temos mapas quase todos desenhados para o modo rush, aonde ha um grupo deve defender duas estações e outro deve destruí-las, o que deixa toda a experiencia bem mais dinâmica do que o clássico modo dominação, aonde os jogadores simplesmente se esquecem que tem um objetivo e acabam simplesmente se matando, sendo assim esse designer do Bad Company acabava deixando o game mais dinâmico e divertido, além de dar um senso de missão.

E não é somente isso, temos novamente os cenários quase totalmente destrutível, algo que foi sendo cada vez mais deixada de lado (desculpe galera, o levolution é enganação). Chega a ser estranho ver que tanta coisa boa parece que foi sendo esquecida pela empresa, e a serie mesmo que mecanicamente foi perdendo funções que deixaram a serie Bad Company tão especial, e ainda tenho que aguentar a empresa dizendo que não sabe o porque Bad Company é tão querido pelos fãs, bem Dice, ai estão os meus motivos e por favor, entregue logo o Bad Company 3 !
   

    



sábado, 26 de março de 2016

Star Wars: Marcas da Guerra

Talvez uma das maiores preocupações das pessoas quando souberam que a Disney comprou os direitos de Star Wars, uma das maiores reclamação dos fãs foi quando a empresa desconsiderou todo o universo expandido feito por tantos anos e com tantas historias boas, mesmo eu também ficando um pouco triste com isso (Adeus Starkiller e KotOR), ainda estava super ansioso para ver o que seria feito com essa serie que amo tanto.

O marcas da guerra foi o grande garoto propagando desse novo universo expandido, então era logico que iria procurar esse livro, ainda mais depois do episodio 7 ter superado minhas expectativas em mais de 8 mil, então vamos falar um pouco sobre a historia.

Em marcas da guerra, escrito por Chuck Wendig, se passa alguns meses depois da destruição da segunda estrela da morte e segue os primeiros momentos da nova republica. A trama ocorre durante uma reunião secreta do império no planeta Akiva, porém para deixar as coisas mais interessantes o capitão Wedge Antiles é capturado pela Almirante da ultima frota imperial Rae Sloane e agora um grupo de resgate improvável formado por uma caçadora de recompensa, Jas Emari, um ex agente imperial, Sinjir, uma ex piloto rebelde e seu filho, Norra e Temmin Wexley devem frustrar os planos do imperio. 

É interessante ver como a historia é guiada, pois ela tem uma missão, ser divertido e ao mesmo tempo apresentar o que aconteceu entre o Retorno de Jedi e o Despertar da Força (filme lindo), é tenho a felicidade de dizer que ele consegue entregar tudo que promete, já que a aventura principal é cheia de reviravoltas, contrabandistas, tiros e muito humor, além de capítulos "extras" que mostram situações em outros locais da galaxia, expandindo cada vez mais esse universo gigante.

Outro ponto super interessante são seus personagens, dês da calculista almirante Sloane, da qual acompanho sua historia dês do livro "Um novo amanhecer" (falarei sobre ele quando fizer um texto sobre a serie Rebels), e o ex imperial Sinji, que na minha opinião é um dos personagens mais interessantes do livro junto com o senhor ossudo (um droide de guerra personalizado), além de ver a interação entre Temmim e sua mãe Norra, algo que da um ar dramático excelente para a trama.

Wedge Antilles
Porém nem tudo são flores, a forma de escrita escolhida por Wendig acaba sendo descritiva de mais, o que deixa a leitura um pouco cansativa além de esperarem que nós leitores tenhamos o total conhecimento de toda a fauna e flora e um guia ilustrado de todas as civilizações de Star wars, não foram poucas as vezes que parei no google imagens para saber como era um personagem.

Porém mesmo com esses problemas ainda temos uma excelente historia que fará todos os fãs dessa linda space opera que mora no coração de muitas pessoas, além de me deixar ansioso pelo futuro dessa saga que me acompanha desde minha infância.
 

    

sexta-feira, 25 de março de 2016

O que me fez amar a serie Souls ?

Até uns meses atrás eu possuía um pouco de preconceito com a serie Souls, muito por causa de sua terrível reputação de ser um jogo extremamente difícil e injusta, a ponto de ser frustrante, porém alguma força do destino me fez comprar
o bloodborne, e só há algo a falar, foi amor a primeira vista, tantos pela estética quanto pelo seu gameplay e historia.

Devo admitir que os primeiros 40 minutos foram bem complicados, porém com o tempo fui entendendo o funcionamento, e percebi que o game não era tão difícil quanto aparentava, e sim uma experiencia aonde se tinha que calcular o risco e beneficio de cada ação, aonde se tinha que observar as pistas pelo cenário para saber se havia uma armadilha ou quem sabe uma passagem secreta.

Nem mesmo sua historia era contada da forma tradicional, tudo era historia, posicionamento de personagens, falas randômicas de NPCs, descrições de itens e principalmente a construção de seu cenário. Dessa forma Bloodborne acabou se tornando uma das experiencias mais imersivas que já tive além de me mostrar o caminho para outras obras como Berserk e H.P Lovecraft (logo logo irei falar mais um pouco sobre essas duas obras).

Aproveitando que Nanco entrou na onda das remasterizações acabei adquirindo Dark Souls 2: Scholar of the first sin, dessa forma sai daquele mundo vitoriano com seus lobisomens, deuses interdimensionais e loucura (Bem Lovecrefitiniano) e adentrei em um mundo de capa e espada com influencia gigantesca na dark fantasy.

Devo dizer que ele é inferior, não somente a Bloodborne mas também a Dark Souls, pois não possuem cenários bem conectados e bastante genéricos, mas não chega a ser um game ruim, e tem algumas lutas contra chefes bem divertidas e mesmo com locais bem clichês, muitos são bem bonitos e estonteantes, com grandes castelos, reinos de larva e grandes fazendas de veneno, além de uma diversidade maior de inimigos.

É interessante ver como ele é diferente de bloodborne, já que ele é rápido e brutal, aliás você é o caçador e seus inimigos são suas presas, já em Dark Souls se percebe que a defesa é a chave do sucesso, pois seu personagem é apenas mais um em uma jornada em que muitos outros já tentaram e falharam, isso na minha opinião deixou o jogo até mais fácil ( ou eu simplesmente já tinha me acostumado com a filosofia da serie).

Infelizmente não pude terminar o primeiro Dark Souls, porém o pouco que joguei me levou de volta  ao feeling que tive quando joguei Bloodborne, com chefes memoráveis e uma atmosfera unica, cheia de vida e historia (algo que dark souls 2 não me trouxe tanto) e espero poder zerar em meu PC quando arranjar um controle para ele e poder matar aquele dragão gigante, jogar sua DLC e descobrir mais sobre o grande lobo Sif e seu dono Artorias.

Enquanto espero o lançamento de Dark Souls 3, continuarei explorando a serie Souls, suas historias e seus mundos, pois esses games trouxeram uma experiencia que poucos produtos de entretenimento conseguiram, então deixem de preconceito e entrem de cabeça nessa grande serie criado por Hidetaka Miyazaki e vivenciem um dos melhores RPGs já feitos.


P.S: Bandai Namco, faça uma versão remasterizada para a nova geração de Demons Souls.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Zootopia

Ontem fui assistir o novo filme da Disney, chamado Zootopia, e só tenho uma coisa a falar, fantástico, se tornando uma grande surpresa vindo do nosso grande amigo camundongo temos uma animação que mais parece da Pixar que realmente da disney, o que foi ao contrario de Valente (essa pequena decepção que eu tive).

O longa conta a historia de uma civilização formada por animais (bem a cara da Disney) e nessa historia acompanhamos a coelhinha Judy que tem o sonho de se tornar policial na grande cidade de zootopia, porém ao chegar lá acaba se deparando com as dificuldades da transição da adolescência para vida adulta, além de ter de solucionar um caso aonde vários predadores estão desaparecendo sem deixar vestígios, e com a ajuda da raposa Nick ela tem 48 horas para desvendar esse caso.

Com um ritmo excelente, grandes referencias a outras obras (como poderoso chefão, com direito até ao casamento e outras a Breaking bad) e piadas super engraçadas, o longa lhe prende do inicio ao fim, e até mesmo o visual um pouco genérico que cai sobre todas as animações atuais, zootopia não perde seu brilho em nenhum momento.

Infelizmente durante a minha sessão eu percebi uma coisa muito importante, todos os adultos e até adolescentes da sala se "espocavam" de rir, porém as crianças não pareciam estar igualmente empolgadas, com algumas até mesmo brincando na escadarias do cinema, provável que isso se deva a temática que e experiencias a que os personagens passam que faz os mais velhos se identificarem porém parece ter afastado as crianças.

Mesmo com esse erro (algo que Divertidamente fez melhor, conseguindo atrair a atenção de todo o publico) essa grande fabula reflete tão bem a nossa sociedade e ao mesmo tempo é tão divertida que merece ser vista por todos e posso lhe garantir muitas risadas.           

segunda-feira, 16 de março de 2015

Planeta Hulk

Eu nunca fui um fanático por quadrinhos e devo dizer que poucos me chamaram atenção (principalmente os de super heróis), porém um dia me apareceu uma saga do Incrível Hulk, que tinha uma proposta, digamos, interessante, pois saia um pouco da galhofada que são a maioria das historias da Marvel e juntava com o gênero de espada e planeta (um sub gênero da ficção cientifica), e foi assim que adquiri a saga do Planeta Hulk.

Planeta Hulk começa com o gigante verde sendo mandado para um planeta distante em uma tentativa de salvar a população da terra de sua fúria, porém a rota da nave é acidentalmente desviada e acaba adentrando em um portal que o leva diretamente ao planeta Sakaar, logo percebe que não está tão poderoso e assim é capturado pelas forças imperiais desse misterioso mundo e é forçado a virar um gladiador, assim a trama começa. 

Claramente o enredo é inspirado em clássicos como Gladiador (2000) e Spartacus (1960), com Hulk virando gladiador e criando uma revolta de escravos que tem como objetivo a destruição da tirânico império dominante, e por mais clichê que isso pareça (e é) todo o desenrolar da historia é bem contado e lhe faz apreciar cada quadro da revista, infelizmente seu final acaba ficando desconexo com a trama por ter como único proposito ter de criar um gancho para uma próxima saga, podendo desanimar muitos (ou não).

Outro fator que me chamou a atenção é a personalidade de Hulk, que na maioria das vezes é retratado como uma besta incontrolável, aqui ele já aparece com um ar mais sóbrio e estável, fazendo muitas vezes o leitor que não conhece o passado do personagem se perguntar o por que ele foi exilado da terra. Além do fato dele ter sido enfraquecido, o que o fez sair do "modo" lobo solitário, fortalecendo o trabalho em equipe e os laços de amizade com os nativos desse misterioso mundo.


Planeta Hulk se mostrou uma adorável surpresa no mundo dos quadrinhos de super herói, com sua historia clichê porém bem contada, e mesmo com seu desfecho horrível ele ainda continua uma leitura agradável de ficção fantástica que vale a pena ser lida e apreciada, tanto pelos fanáticos por personagens com super poderes quanto para aqueles que apenas procuram uma boa trama para se envolver.

     
                 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Destiny

Dês do momento em que foi anunciado o projeto "secreto" da Bungie e suas primeiras imagens liberadas, logo soube que deveria adquirir o próximo trabalho da empresa, Destiny, o shooter futurista que realmente iria abrir a nova geração de consoles, porém não o peguei em seu lançamento, um pouco pelas criticas medianas e também por que queria joga-lo no PS4, e após horas de jogatina finalmente cheguei em um consenso sobre o que o jogo é.

O game se encaixa perfeitamente no gênero ficção de fantasia, aonde o planeta terra viveu uma era dourada após a chegada de uma estranha entidade/ maquina chamada de  O Viajante, porém o mesmo possuía um inimigo, A Escuridão, o que marcou o fim dessa era de prosperidade e quase extinguiu a humanidade, o que sobrou da população se refugiu na ultima cidade, onde O Viajante protegia, e é ai que a aventura começa, o jogador assume o papel de um guardião, guerreiros que usam o poder do viajante (A Luz) para fazer o contra ataque as forças das trevas. 

Até esse ponto parece mais uma aventura espacial genérica, porém como era de se esperar da criadora da serie Halo, a mitologia envolvendo esse universo, as características das raças (o jeito de colmeia dos Vex, a força bruta dos Cabais e sistema de casta dos Decaídos), os cenários são tratados de forma excepcional, formando uma base rica para a aventura, mas infelizmente a trama principal não é desenvolvida, há milhões de lacunas e se torna totalmente dispensável, e quanto ao fabuloso background... bem, se deve sair do jogo e entrar no site do game para ter acesso a ela.

Mas em que a historia falha, Destiny acerta na direção de arte, com cenários lindos, personagens bem modelados e uma iluminação perfeita, mostrando o que a nova geração de consoles pode proporcionar, tanto que houve vários momentos em que eu parei para apreciar o cenário enquanto a a devastação ocorria atrás de mim, e a troca da primeira para terceira pessoa quando se vai pra torre( ponto de reunião dos guardiões) e se tem a oportunidade de apreciar a sua armadura.... simplesmente fantástico.

Outro ponto que merece destaque é a sua jogabilidade, de tão fluida que chega a ser quase natural, tento no tiroteio frenético quanto no controle de veículos, além de algumas sutilezas entre as três classes (Titã, caçador e arcano), em falar em classe, chegamos a um ponto importante e até mesmo o diferencial do jogo. Destiny é um hibrido de RPG (classes, xp ...), MMO (Raids, multiplayer) e o clássico FPS, porém o seu maior trunfo e o seu maior erro.

Esse esquema de jogar sempre online que começou erroneamente com Titanfall e teve sua evolução com Destiny ainda não convenceu. Ao contrario do jogo da  Respawn, Destiny tem um fator replay muito maior e mais viciante (até por que to a seculos jogando as mesmas missões de novo e de novo) porém não é perfeito, com missões repetitivas e o sistema de evolução pós nível 20 muito massante, o game pode acabar enjoando caso você não tenha amigos para jogar, além dos problemas das DLCs que acaba restringindo  o jogador que tenha o pacote básico.

Quanto as DLCs programadas e no disco (Sim, as duas DLCs anunciadas dês do lançamento já estão no disco) mostram como o game foi estraçalhado para fazer mais dinheiro meses antes do seu lançamento, o que o prejudicou bastante, principalmente em sua historia principal e em cenários (por que Mércurio tem no competitivo mas não tem nenhuma missão no PvE?), além do preço absurdo em que elas são vendidas.

Destiny possuim muitos problemas, e muitos vindo de sua produção (provavelmente culpa da Activision, a "dona da grana") e mesmo não sendo aquele jogo revolucionário que todos esperavam ele continua sendo altamente divertido e viciante principalmente se tiver amigos (caso não tenha, se preocupa não, fará muitos dentro do game), além de um enorme potencial futuro que pode ser alcançado, fazendo Destiny o pior/ melhor jogo da nova geração.  





      

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Jogo da Imitação

Hoje em minha ida ao cinema, me deparei com um filme modesto em meio ao grande lançamento de 50 tons de cinza, e na sala com apenas 6 espectadores contando comigo, fui apresentado para o subestimado O Jogo da Imitação, e logo me adiantando, devo dizer que o filme é simplesmente grandioso assim como os feitos de seu protagonista.

O longa narra a historia real de Alan Turing (Benedict Cumberbatch), que durante a segunda guerra trabalhou em um projeto secreto para decifrar os códigos de comunicação usado pelos nazistas, porém ao contrario de A Teoria de Tudo que se focava na vida e relacionamento de stephen hawking, o diretor Morten Tyldum se focou em contar a corrida contra o tempo para criar o "decifrador" de códigos definitivo para então terminar com a batalha que já tirou milhões de vida.

Com uma câmera sobrea, digna de uma produção Inglesa, e com as excelentes atuações de Benedict Cumberbatch (Turing) e Keira Knightley (Joan Clarke), o longa consegue lhe prender do inicio ao fim, além de contar com o ótimo timing da produção que mexe com maestria os momentos de tensão, loucura e comedia,nunca o deixando entediante.  

Não é de hoje que grandes produções acabam ofuscando filmes com campanhas de marketing um pouco mais modesta, e esse não é uma exceção a regra, além do mais com apenas uma sala e duas seções disponíveis em minha cidade tornam a sua visualização quase impraticável, porém como dito pelo personagem principal " Aqueles que a gente menos espera, são os que mais podem nós surpreender" e esse é o caso desta maravilhosa produção que merece cada segundo investido nela.