segunda-feira, 19 de maio de 2014

MEU TOP 5: Series de Animes

Continuando a serie de Top 10 eu decidir fazer um para animes, porém até agora, mesmo assistindo bastantes não consigo pensar mais do que 5 que realmente me marcaram ( Na verdade consigo pensar em uns 8 mas decidir arredondar). 
Mas vamos lá, para quem não sabe Anime é a forma que os japoneses chamam qualquer tipo de desenho animado e não é um gênero como muita gente pensa, porém iremos para o senso comum e fazer como todo bom ocidental e limitar anime somente para animações japonesas, desculpa Avatar.

5-Code Geass

Code Geass foi um anime que eu assisti recentemente porém ele foi lançado em 2006 e a segunda temporada em 2008.
A trama conta a historia de Lelouch Lamperouge a quem muitos comparam com o light yagami do anime Death Note porém possuem muitas diferenças. Tudo se passa na Zona 11, antigo Japão aonde o império Estadunidense de Britannia os dominou a muitos anos atras.
Lelouch com um príncipe renegado desse grandioso império planeja se vingar de seu pai a todo o custo e ao receber um misterioso poder de dominar a mente das pessoas de uma menina de cabelo verde misteriosa chamada de C.C ele vê a oportunidade de completar seu plano.
E é no meio de reviravoltas políticas, luta de robôs, conspirações religiosas e propagandas da Pizza Hut que temos uma historia muito bem contada e personagens carismáticos, mesmo sendo muitas vezes estereotipados porém vale cada segundo assistido.       

4-Death Note

Era impossível fala de Code Geass e não mencionar Death Note, porém mesmo com muita gente comparando os dois Code Geass vai mais para o lado da Ficção e já Death Note é algo mais Noir.
O anime conta a historia de Light Yagami, um estudante normal que nem você e eu que eventualmente achou um caderno de um Shinigami ( Um deus da morte) e descobre que ao escrever o nome de alguém nele a pessoa morrerá e é ai que ele começa a "construir um novo mundo" primeiro matando criminosos e depois seguindo para qualquer um que perturbe seus planos.
Porém esse não foi o que me fez assistir todos os episódios mas sim todo a relação entre Light e o detetive L, um jogo de gato e rato tão interessante que me deixava vidrado do inicio ao fim, além de todo o seu clima de filme policial, uma pena que ele se perdeu um pouco a partir do 3° ato. 


Não, não estou falando do clássico da década de 70 patrulha estelar mas sim de seu remake lançado em 2013 e conta a historia dos tripulantes da nave Yamato que estão indo em busca do planeta Iscandar aonde pode haver a salvação do planeta Terra que está sobe ataque dos Gamilas.
Plot simples mas bem desenvolvido com ótimos personagens que nós faz torcer a cada segundo por aquela tripulação em sua grandiosa jornada, e o mais impressionante é a maneira que precisou de tão poucas alterações no roteiro para poder se adaptar aos dias de hoje. 

2-Neon Genesis Evangelion

Eu nem sei por onde eu começo a falar desse que tem uma das tramas mais perturbadora e bem montada que eu já vi. Evangelion é um anime de Ficção Cientifica que mistura um pouco de tudo, que vai dês de clonagem até religião e tem como plano de fundo a luta da humanidade contra monstros gigantes que querem destruir toda as formas de vida do planeta chamada de anjos e para poder combatemos os humanos usam "robôs" humanoides gigantes que são controlados por uma organização chamada de NERV.
Até pode parecer um anime normal nos primeiros episódios, porém ao decorrer da aventura o clima vai se tornando gradativamente mais pesado até se tornar algo tão profundo psicologicamente que chega a ser perturbador.
Personagens estereotipados ? Esquece, aqui são personagens mais humanos que a cada capitulo se sentem mais abatidos, cansados daquela situação e é ai que vemos toda a complexidade das relações humanas.
Juro que tive que assistir os finais (sim, são dois que se complementam) milhares de vezes para poder entender sua mensagem, tamanha a complexividade que era, acho que nem o final confuso de Bioshock Infinite consegue se comparar a esse, porém para os que conseguirem assistir será uma das melhores experiencia que terão.

1-Cowboy Bebop  

Sem duvidas esse foi o melhor anime que eu assistir, uma das melhores ficções e series já feitas e não só na "categoria" de animes mas em geral. Cowboy Bebop é um western misturado com Ficção Cientifica e um pouco de noir e a trama gira em torno da tripulação da nave Bebop que são os caçadores de recompensa Spike e Jet, a trapaceia Faye, a talentosa hacker ED (sim, é no feminino mesmo) o cão superinteligente Ein que em cada episodio tem  que arranjar um jeito de conseguir dinheiro para comer caçando os maiores criminosos da galaxia.
Pode parecer algo simples mas não é pois cada episodio é feito de uma forma unica tanto em roteiro quanto em direção, é algo espetacular além de contar com duas tramas, as por capitulo e a "mestra" (assim como series americanas), enquanto a "historia da semana" mostra o cotidiano desses desajustados a principal fala da procura por vingança de Spike  contra seu arque- inimigo Vicious.
Tudo isso faz de Cowboy Bebop ser algo único e inesquecível, sem contar claro da sua trilha sonora espetacular composta pelo bom e velho Jazz.

see you space cowboy ....




      




sábado, 17 de maio de 2014

Godzilla

Provavelmente todos estavam com um “hype” imenso para ver o novo filme do Godzilla, ainda mais depois daquele filme horrível do Roland Emmerich, e toda essa ansiedade só aumentou quanto descobri que o diretor Gareth Edwards é um apaixonado por filmes de monstro, já estava literalmente arrancando meus cabelos e o dia 15 não chegava até que finalmente o filme entrou em cartaz e pude conferir o que  provavelmente foi o filme mais esperado do ano para mim.
O filme começa de forma espetacular, com uma sequencias de imagens de acontecimentos que se auto explicam sem a necessidade de um narrador e até o formato escolhido para isso é algo altamente interessante e totalmente nostálgico, já que poucos filmes utilizam tal abordagem recentemente, e logo percebemos que o filme não será em nenhum momento em uma escala pequena.
E de pequeno realmente o filme não tem nada, acho que somente os humanos, pois dês do primeiro instante tudo é grande dês dos buracos cavados pelas criaturas até as destruições  e até mesmo seus personagens que mesmo sendo muitas vezes clichês eles tem a capacidade de lhe cativar, alguns mais do que outros.
Quanto a atração principal, o monstro dos monstros, o poderoso Gojira ou Godzilla para nós ocidentais aparece de pouquinho em pouquinho para finalmente ter uma entrada triunfal lá para o final do filme com uma das batalhas mais épicas do gênero que fazia a sala de cinema tremer (Eu juro que achava que as caixas de som não iriam aguentar) e devo dizer que esse foi um dos melhores designers que a criatura nipônica já teve.
Voltado aos pobres humanos que é aonde o longa se foca mais, já que esse não é um Pacifc Rim (circulo de fogo) que da uma preocupação maior com seus robôs gigantes, deve-se dar um enfoque especial na atuação do ator Bryan Cranston que é simplesmente magnifica  o que aumenta a empatia com o seu personagem e mais tarde com o seu filho e mesmo que muitas coisas já tenham aparecido em outros filmes, nesse finalmente é algo acertado conseguindo superar até mesmo Cloverfield nesse quesito em explorar o ser humano no meio de uma batalha entre deuses.
Gojira 
Porém nem tudo são flores nesse filme de 2014, pois além das cenas um pouco escuras que é algo até explicado pelo roteiro porém ainda da para enxergar bem as cenas como ocorreu em Pacific Rim, tem a metade do filme que nada mais é do que uma longa caçada ao pombo (no caso monstro gigante) que chega a ser empolgante no inicio mas acaba ficando cansativo ao decorrer da película, porém não estraga o filme e sua cena final é simplesmente espetacular que eu achava que nunca veria em um filme de monstros.

No fim Godzila acaba sendo um filme que varia de bom para muito bom mas infelizmente não chega ao excelente mas mesmo assim merece ser visto no cinema e com certeza é uma das melhores aparições do Godzilla na tela grande, além claro das milhares de referencias a outros filmes de monstros incluindo uma ao filme do Emmerich, então o que está esperando vá logo ao cinema assistir a volta do monstro dos monstros.   



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Christopher Nolan

Dando continuidade a séria sobre diretores e suas filmografias, o diretor dessa semana é o britânico Christopher Nolan.
Christopher Nolan nasceu em 1970, em Londres. Começou a fazer filmes caseiros ao sete anos de idade, usando uma câmera Super-8 de seu pai. Mais tarde, se formou em Literatura Britânica na University College London.
Começou sua carreira com o curta Doodlebug, depois dando continuidade a sua filmografia com longa-mentragens:




1.     Following (1998)


O primeiro filme de Christopher Nolan foi esta produção independente. O filme conta a estória de um “escritor” (o próprio personagem afirma que ele quer ser escritor, interpretado por Jeremy Theobald) que está passando por uma crise criativa e decide começar a seguir pessoas aleatórias que encontra pelas ruas de Londres pra buscar inspiração. Nisso acaba conhecendo um ladrão chamado Cobb (Alex Hall), com o qual passa a invadir casas. É visível no filme o baixíssimo orçamento, beirando o amadorismo. Contudo, o maior mérito do filme é o seu elaborado roteiro, apresentando uma característica que seria mais bem abordada no filme seguinte de Nolan, que é a presença de cenas fora da ordem cronológica, cujo sentido na trama só seria compreendido mais tarde. O fato de o filme ser preto e branco transmite um ar de Film Noir, dando um clima misterioso à película. Por mais que o aspecto amador (está entre os filmes menos caros já feitos) crie certa estranheza, mas certamente o roteiro é bom o bastante para prender a atenção do espectador ao longo de seus curtos 70 minutos de duração. Um verdadeiro exemplo de filme que é bem mais do que aparenta.

2.     Amnésia (Memento, 2000)


Com um orçamento consideravelmente maior, o segundo filme de Nolan é uma obra espetacular e atípica. Baseado num texto escrito pelo irmão de Nolan, Jonathan Nolan (que também participou dos outros filmes dele como roteirista) o filme narra a estória de Leonard (Guy Pearce), um homem que sofre amnésia anterógrada, uma condição que o impede de guardar memórias recentes, que está a procura do homem que estuprou e matou a sua esposa. Para não esquecer sua missão, Leonard anda com uma câmera polaróide e tatua seus “memorandos” (daí o nome do filme em inglês, memento) mais importantes em seu corpo. Além do roteiro excelente, o principal destaque do filme é a edição. O filme é feito com uma cronologia não-linear, de modo que cada cena pareça isolada inicialmente, mas com o passar do filme se perceba o sentido da mesma. Possui duas fotografias diferentes: uma em preto e branco e outra colorida, cada uma com a cronologia diferente. Essa troca entre colorido e preto e branco, e até mesmo a composição das cenas e a já citada excelente edição do filme, transmitem muito bem o clima de paranoia e desconfiança do protagonista. A uma constante dúvida sobre em quem Leonard deve confiar, fazendo com que o expectador se sinta como ele. Este filme entra naquela categoria de “filmes que nos deixam com vontade de revê-los imediatamente após terminarem”, o que torna o filme ainda mais rico e interessante.

3.     Insônia (Insomnia, 2002)


Depois de Amnésia, Nolan dirigiu este suspense de investigação, sendo até hoje o único filme que Nolan não participou (ao menos não foi creditado) da construção do roteiro. No filme, um detetive de Los Angeles, Will Dormer (Al Pacino) e seu parceiro são enviados ao uma pequena cidade do Alaska para auxiliar a polícia local na investigação de um assassinato. Porém, algo acaba dando errado. O filme é um remake de um filme sueco de mesmo nome, lançado em 1997. O filme é bem trabalhado, tem uma direção competente e uma fotografia que consegue transmitir bem a tensão do roteiro, tensão essa ampliada pela insônia que o protagonista desenvolve no filme, em parte pelo fato da cidade estar num período do ano no qual ocorre o “Sol da meia-noite”, um fenômeno natural que ocorre próximo ao Círculo Polar Ártico, onde o Sol fica visível 24 horas por dia. Não chega ser um filme espetacular como outros do diretor (aliás, este é o filme que menos gosto dele), mas ele conseguiu fazer um trabalho competente e proporcionar um bom filme.

4.     Batman Begins (2005)


Já em seu quarto filme, Nolan recebeu a missão de fazer um novo filme do Batman, personagem que já estava com o currículo manchado no cinema pelos filmes Batman Eternamente (1995) e Batman e Robin (1997). Como o título afirma o filme nos mostra o início da carreira de Bruce Wayne (Christian Bale) como Batman, mostrando sua infância e a morte dos pais, o treinamento pela Liga das Sombras, até a sua estreia como Batman. O filme surpreendeu ao se afastar do clima fantasioso dos filmes do Tim Burton (1989 e 1992) e do clima espalhafatoso dos filmes já citados (e odiados) de Joel Schumacher, apresentando um clima sombrio, denso e realista, uma abordagem nunca antes vista em filmes baseados em quadrinhos. Além do mais é claro no filme que o objetivo é familiarizar o expectador ao Batman, mostrando a sua origem, para que se possa dar sequencia a estória, pois muito ainda estava por vir. Para o roteiro do filme, a minissérie “Batman: Ano Um” foi a principal inspiração.

5.     O Grande Truque (The Prestige, 2006)


Após o sucesso de Batman, Nolan fez esse excelente suspense sobre rivalidade. O filme conta a estória de dois mágicos rivais do final do século XIX, Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale). A rivalidade entre os dois é movida pelo desejo de ter o melhor truque, ser o melhor mágico, criando uma obsessão, principalmente de Angier, que toma rumos cada vez mais perigosos. Por causa do pano de fundo do filme, além de retratar muito bem a rivalidade entre os protagonistas, mostra com maestria os truques, desde a preparação até a execução. Isso é um reflexo de outro aspecto muito bem trabalhado no filme, que é a arte de enganar o público, que se mostra presente tanto para com a plateia dos shows quanto para o próprio expectador, pois em muitos momentos o filme nos mostra detalhes que não percebemos. É como se quem assiste ao filme estivesse assistindo a um truque. A fotografia do filme é de principal importância nesse aspecto, se posicionando em diferentes ângulos, ora revelando os segredos dos truques, ora mantendo-os imperceptíveis. “Vocês estão olhando atentamente?”.

6.     Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008)


Após o sucesso de Batman Begins, era esperada de Nolan uma boa continuação ao bom trabalho feito. O resultado entregue foi um filme espetacular, considerado por muitos (inclusive eu) como o melhor filme de super-herói já feito e um dos melhores filmes de ação de todos os tempos. Passados dois anos do primeiro filme, Batman está decidido em acabar com a criminalidade de Gothan. Para isso, ele e o Tenente Gordon (Gary Oldman) decidem se aliar ao jovem e dedicado promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart). Porém, um criminoso louco e anárquico, conhecido apenas como Coringa (Heath Leadger) está decidido a implantar o caos em Gothan. Superior em todos os aspectos ao primeiro filme, O Cavaleiro das Trevas é tenso, possui um fotografia impecável, que garante excelentes cenas de ação, com longas sequências de tirar o fôlego. O roteiro é desenvolvido de forma primorosa, fazendo com que nenhuma cena no filme pareça gratuita ou desnecessária, e assim como no primeiro filme, algumas HQ’s serviram de base para o roteiro, nesse caso “O Longo Dia das Bruxas” e “A Piada Mortal”. E o que falar do Coringa? Sem dúvida o destaque do filme, com Heath Leadger numa atuação brilhante, mostrando com perfeição toda a loucura e imprevisibilidade do personagem, em minha opinião, o melhor Coringa já representado no cinema. Sem dúvida, merecidíssimo o Oscar póstumo concedido ao ator, que infelizmente faleceu antes da estreia do filme. A trilha-sonora de Hans Zimmer é excelente, refletindo com exatidão o clima do filme, com destaque para o tema do Coringa, que consegue ser tão tensa e insana quanto o personagem. O Cavaleiro das Trevas é, pra mim, a obra-prima de Christopher Nolan. Um obra excepcional e muito recomendada por mim.

7.     A Origem (Inception, 2010)


Em seu sétimo filme, Nolan fez uma Ficção Científica sobre sonhos e camadas de inconsciente. Um grupo de “ladrões de sonhos”, liderados por Cobb, interpretado por Leonardo DiCaprio (O nome do personagem é uma referência a um personagem de Following), são contratados por um poderoso empresário (Ken Watanabe) para fazerem uma inserção (colocar uma ideia no subconsciente de alguém) no filho e herdeiro (Cillian Murphy) de um rival, algo considerado impossível. O filme trabalha com vários conceitos complexos, tais quais a exploração do subconsciente e realidade x fantasia, porém, o estilo narrativo didático, que explica tudo, não deixa a trama confusa. Particularmente, não gosto muito desse estilo de narrativa, mas neste filme não chega a incomodar. Além disso, apesar do aspecto de ficção científica, o filme funciona mais como um Heist Movie (Filmes de Assalto), mostrando toda a base já estabelecida nesse subgênero, como o recrutamento de uma equipe, cada qual com sua função, além da apresentação de um novato nesse mundo, no caso Ariadne (Ellen Page), a arquiteta da equipe (responsável por construir os cenários para o sonho), que serve de representação do expectador no filme, para qual possa ser explicada as normas e regras desse mundo. Um ponto a se destacar é a excelente trilha-sonora de Hans Zimmer. Este é um exemplo claro daqueles filmes “ame ou odeie”, o que ficou evidente nas críticas do filme. Quanto a mim, faço parte do filme que gosta do filme, pois apesar de possuir suas falhas como ficção científica, continua sendo uma excelente obra de entretenimento, com boas atuações, boas ideias e toda a ação e dificuldades típicas de um Heist movie.

8.     Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012)


No aguardado fechamento da trilogia do Batman, Nolan não se preocupou em fazê-lo melhor que o segundo filme, e sim em dar uma conclusão à estória, que como é dito por muitos, pode ser facilmente vista como um longo filme de mais de 6 horas. No filme, após os acontecimentos de O Cavaleiro das Trevas, o Batman desaparece por 10 anos, quando um grupo terrorista remanescente da Liga das Sombras, liderados por Bane (Tom Hardy), obrigam Bruce a sair da aposentadoria, retorno esse também auxiliado por uma ladra chamada Selina Kyle (Anne Hathaway). Como o título do filme afirma, o foco do mesmo é a queda e ascensão do Homem-Morcego, que são bem trabalhados por Nolan. Acompanhamos ao longo do filme a queda de tudo relacionado a Bruce até o fundo do poço só para que depois possamos acompanhar o gradual ressurgimento de Batman, pois como é bem dito no filme: “Por que caímos? Para que possamos nos reerguer”. Além disso, o filme tem outros destaques, como o policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt), servindo quase que como um sidekick ao Batman, e Bane, o vilão do filme, com o seu porte imponente e autoritário e sua voz estranhamente ameaçadora. Uma épica conclusão para uma trilogia espetacular. Assim como em Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas, uma minissérie de HQ’s serviu de inspiração para o roteiro do filme, neste caso, A Queda do Morcego.

terça-feira, 13 de maio de 2014

H.R Giger

 Hans Rudolf Giger ou simplesmente H.R. Giger foi um artista plástico suíço que nasceu em 1940 e morreu no dia 12 de maio de 2014.
xenomorph
 H.R. Giger ficou famoso com sua arte surrealista que misturava muitas vezes o orgânico e o tecnológico e até mesmo o erotismo com o terror. E logo ele chamou a atenção do roteirista Dan O'Bannonque que mostrou suas artes inspiradas no escritor H.P Lovercarft chamada de "Necronomicon" para o diretor Ridley Scott, e foi assim que Scott decidiu chamar Giger para criar um dos maiores monstros do cinema, o xenomorph   da serie de filmes Alien, da qual ganhou o Oscar de melhor efeito visual. 
 Ele não trabalhou somente com alien, também trabalhou no designer de " A Experiência" de 1995 e dirigiu vários documentários como "A New Face of Debbie Harry" Além de fazer o designer de vários discos como "Brain Salad Surgery" de Emerson, Lake & Palmer e "Koo Koo" de Debbie Harry para citar alguns.







      

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Darren Aronofsky

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   Darren Aronofsky é um diretor bastante aclamado pela crítica e é conhecido por seus filmes "cabeça", densos e impactantes. Nascido em 1969, cursou Cinema e Antropologia Social na Universidade de Havard. Resolvi escrever sobre ele, dando continuidade a postagem do Mateus sobre Carlos Saldanha, por ele ser um diretor cujo o trabalho aprecio bastante. Também por ser um dos poucos diretores dos quais já vi todos os filmes. Enfim, vamos aos filmes:

1.     Pi (1998)



Aronofsky já começa em grande estilo com um longa independente. O filme conta a estória de Max Cohen, interpretado muito bem por Sean Gullette, um matemático brilhante obcecado em achar uma sequência numérica capaz de identificar padrões em todas as coisas, visando encontrar um padrão nas ações da Bolsa de Valores. Premiado no Festival de Sundance, o filme já apresenta vários pontos que se tornariam marcas registradas do diretor, como o Hip-hop montage (Vários cortes seguidos de efeitos sonoros), aqui utilizados todas as vezes que Max toma um remédio para amenizar suas constantes dores de cabeça. A trilha sonora frenética de Clint Mansell dita o ritmo paranoico e um tanto quanto perturbador do filme. O filme também conta com uma excelente fotografia, caracterizada pelo alto contraste entre preto e branco. De fato, um filme preto e branco, ao invés do cinza tradicional. Não é o meu favorito, mas mesmo assim é um excelente filme com um roteiro simples e muito bem executado, boas atuações e um clima desconfortável (no bom sentido).

2.     Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream, 2000)



O segundo filme de Darren Aronofsky, e o meu favorito, é uma obra intensa, chocante e triste sobre decadência e autodestruição, tema recorrente em seus filmes. O filme narra a estória de quarto personagens: Harry (Jared Leto), sua namorada Marion (Jennifer Connoly), seu amigo Tyrone (Marlon Wayans) e sua mãe Sara (Ellen Busrtyn). O filme nos mostra como todos os personagens falharam na busca do Sonho Americano e a suas jornadas rumo à autodestruição através do uso de drogas e outros vícios, como o vício em televisão e no uso de remédios para emagrecer, de Sara Goldfarb, personagem de Ellen Burstyn, o destaque do filme em minha opinião. É nesse filme que Aronofsky usa com mais frequência o Hip-hop montage, aqui utilizada para representar os vícios dos personagens. O clima do filme é perturbador, nos forçando a ver o quão baixo os personagens podem chegar. Clint Mansell faz um excelente trabalho nesse filme, com uma trilha sonora melancólica que vai se tornando cada vez mais intensa a medida que o filme avança. Considero este um dos melhores filmes sobre uso de drogas, ao lado de Trainspotting (1996), de Danny Boyle (é possível ver que muito do visual do filme foi inspirado em Trainspotting). Devastador é a palavra que define o filme.

3.     Fonte da Vida (The Fountain, 2006)



Depois de seis anos sem lançar nenhum filme, Aronofsky voltou com esse espetáculo visual. O filme acompanha 3 estórias em tempos diferentes, mas com os “mesmos” personagens: Na primeira, que se passa no século XVI, um conquistador espanhol (Hugh Jackman) vai a América, por ordem de sua rainha (Rachel Weisz), em busca da Árvore da Vida. Na segunda, já em tempos atuais, um neurocirurgião (Hugh Jackman) procura desesperadamente uma cura para o câncer, doença que a sua mulher (Rachel Weisz) já se encontra num estágio avançado. Na terceira, acompanho um “astronauta” (Hugh Jackman) num futuro distante em busca de respostas para questões existenciais. Como já falei, é em minha opinião o filme mais bonito de Aronofsky, com uma fotografia e direção de arte espetacular. Clint Mansell faz um excelente trabalho com a trilha sonora. Outro ponto que vale ressaltar é edição do filme, que entrelaça muito bem as três estórias e as ligações que essas estórias têm entre si. Apesar de ser o filme que menos gosto, recomendo bastante por seu belíssimo visual e roteiro bem conduzido, além das performances emocionantes de Hugh Jackman.

4.     O Lutador (The Wrestler, 2008)



Dois anos após o fracasso comercial de seu filme anterior, Aronofsky voltou com este filme independente, que assim como Réquiem para um Sonho, é filme sobre decadência. Acompanhamos a estória de Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke, destruindo), um lutador de wrestling, que foi famoso nos anos 80, mas que agora sobrevive de poucas lutas, amargurando o esquecimento. Quando, após uma luta, os médicos falam que se lutar novamente corre o risco de morrer, Randy se aposenta e tenta levar uma vida “saudável”, tentando encontrar um lugar numa sociedade da qual ele sente que não faz parte. Junto com Randy conhecemos uma stripper, Cassidy (Marisa Tomei), que também está passando pela mesma decadência de Randy. Randy também tenta se reaproximar de sua filha (Evan Rachel Wood), que ele abandonou anos antes para dedicar-se a carreira. O filme explora muito bem a tristeza de Randy, interpretado por Mickey Rourke no que talvez seja o papel de sua vida. É possível perceber toda a saudade de Randy de seu tempo de glória, os anos 80, mesmo que nenhuma cena nessa época seja mostrada. Percebe-se em referências como videogames e a própria Trilha-Sonora, com clássicos de Hard Rock e Heavy Metal do movimento Glam Rock, um dos símbolos dos anos 80, com bandas como Ratt, Accept e Guns N’ Roses. A direção é uma das melhores do Aronofsky. É impressionante como toda essa decadência consegue ser tanto ou mais brutal do que as violentas lutas. Como já disse o grande Stallone, “ninguém soca mais forte que a vida”.

5.     Cisne Negro (Black Swan, 2010)



Depois de um filme sobre um lutador em fim de carreira, o filme seguinte de Arronofsky foi quase o contrário: um filme sobre uma bailarina que irá fazer o papel de sua carreira. Claro que se tratando do diretor, já é de se esperar a decadência em algum ponto, nesse caso, no psicológico da protagonista. O filme fala sobre Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina que tem a sua chance de ouro ao ser escalada como protagonista de uma versão alternativa de O Lago dos Cisnes, famoso ballet de Piotr Tchaikovsky. Porém, é dito por seu instrutor que ela tem toda a técnica e fragilidade do Cisne Branco, mas lhe faltava a sensualidade e malícia do Cisne Negro. O filme possui uma excelente fotografia e direção, que fica mais evidente nas impecáveis cenas de dança. Natalie Portman está espetacular nesse filme, conseguindo nos passar toda a pureza da personagem com a sua voz quase angelical e seu porte extremamente delicado, como uma pluma, o que torna ainda mais chocante acompanhar a jornada de Nina rumo à insanidade na busca pela perfeição. Nina é a representação do Cisne Branco, assim como a nova bailarina (Mila Kunis) é a representação do Cisne Negro. Outro ponto que vale ressaltar é a excelente trilha de Clint Mansell, cujo tema principal do filme é uma versão distorcida e tocada ao contrário do tema original de Lago dos Cisnes.

6.     Noé (Noah, 2014)



O filme mais recente de Aronofsky é também o seu primeiro Blockbuster, e seu filme mais polêmico até o momento. O filme conta a estória de Noé (Russell Crowe), um homem que depois de ter visões, acredita ser escolhido por Deus para construir uma arca para salvar os animais do mundo, pois Deus se decepcionou com a humanidade e causará um grande dilúvio. O filme foi duramente criticado, justo por seu tema religioso. Em minha opinião, nunca foi intenção do Aronofsky fazer um filme religioso. Trata-se de um épico de fantasia, na qual a estória da Arca de Nóe serviu de inspiração para o filme. No filme inclusive, talvez para parecer menos religioso e mais mitológico possível, os personagens se referem à entidade como Criador. Quanto aos aspectos técnicos, tem uma boa fotografia e trilha sonora, como de costume nos filmes de Aronofsky. A edição do filme é muito boa, com excelentes sequências de Hip hop montage. Um ponto que vale ressaltar é a união entre Criacionismo e Evolução que o filme propõe, além de todo o aspecto ecológico do filme, que eu, como estudante de Biologia, posso dizer que erra em alguns pontos, mas deve-se assistir com suspensão de descrença para melhor apreciar o filme. Assistindo o filme dessa maneira, que alias, deveria ser a maneira correta pra ver muitos filmes, Noé mostra que Aronofsky consegue fazer um bom Blockbuster.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia da Terra

   Não importa em qual ficção cientifica você veja, independente de sua mídia, ha sempre um lugar que predomina e que a especie que a domina tenta proteger a qualquer custo, que é a terra.
  Hoje, dia 22 de Abril comemoramos o dia dela, desse planeta que tanto viu, tanto viveu, que teve dês de nós, míseros humanos e nossas tecnologias até poderosos monstros que caminharam por essa superfície.
   Um mundo que nem sempre foi azul (já foi até da cor purpura) mas que hoje é o único lugar conhecido que pode abrigar vida, um mundo que mesmo quando tivermos conquistando as estrelas mais distantes e contatando outros seres, ainda podemos chamar de lar.
    É tão fascinante que até mesmo a Voyager parou para dar uma ultima olhada pra ela quando passava por saturno, e o que gerou um dos discursos mais lindos que eu ouvi. 
                              Nós estamos Aqui: O pálido ponto azul
A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.
De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um "pixel" solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.
Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.
Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.
Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lidere supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.
A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.
Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.
Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul.
               Carl Sagan, 11 de Maio de 1996.
Pálido Ponto Azul 
     

Parabéns mãe terra, e muitos bilhões de anos de vida  

Space Battleship Yamato 2199

    Space Battleship Yamato 2199 é o remake do clássico dos anos 70, Patrulha Estelar que teve sua estreia aqui no Brasil somente nós anos 80. Yamato 2199 segue quase que exatamente a trama do original, com pequenas mudanças como atualização de tecnologias e presenças femininas com muito mais importância, até por que os tempos são outros.
   A trama se passa no ano de 2199, 8 anos após a terra fazer contato com uma misteriosa raça alienígena chamada de  Gamilas que simplesmente atacaram os pobres humanos sem motivo aparente, e ao contrario de muitos aliens burros, essa raça começou a fazer ataques a longa distancia contra nosso planeta com meteoros energizados, além do uso de armas biológicas, tudo para acabar com a humanidade.
    E é nesse mundo devastado em que os humanos foram para baixo da terra para poder resistir um pouco mais em que nós encontramos e logo nos primeiros minutos do primeiro episodio somos de cara apresentados a uma grandiosa batalha perto de Plutão, entre o restante da frota humana contra uma esquadra bem superior dos Gamilas, e no meio de uma batalha que consegue emocionar de maneira inexplicável para um primeiro episodio é que nós é mostrado uma esperança, pois uma raça misteriosa vinda do planeta de Iscandar resolve ajudar a humanidade, porém os terráqueos devem chegar a esse planeta para conseguir a salvação e pra isso esse novos aliados mandam uma especie de motor de dobra e aquele ataque se mostra apenas uma isca para a equipe de resgate conseguir recuperar o objeto.
    Com o motor em mãos e colocado na grandiosa nave Yamato, eles tem a missão de chegar a esse mundo antes que a humanidade seja extinta (que seria dentro de 1 ano segundo o anime), e a partir desse momento somos introduzidos a uma aventura bem ao estilo de jornadas nas Estrela, com uma trama muito bem elaborada, personagens interessantes e até mesmo discussões filosóficas bem interessantes (como a do episodio 9) além de batalhas incriveis.
      Quanto a historia é interessante ressaltar o modo que ela alterna entre a perspectiva dos tripulantes da Yamato e a população de Gamilas que vai dês de generais a quem você aprende a respeitar e não a odiar e até mesmo o Imperador, personagem que infelizmente se perde um pouco nós últimos episódios.
      Mas não é só de tramas politicas e pessoais que essa jornada até Iscandar é feita, há também espaço para grandes batalhas, algumas lentas porém tensas como quando a Yamato enfrenta um submarino interdimensional, até lutas que lembram em muito combates da segunda guerra (essa foi a batalha mais épica que eu vi em um anime).
        Space Battleship Yamato 2199 foi feito para apresentar a franquia a um novo publico, atualizando o clássico de 74 mas mantendo a essência da historia, agradando tanto os mais novos quanto os fãs do original.